farofa de maracujá

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Receita de feijão tropeiro

Por: Dani Oliveira

segunda-feira 21 junho 2010 às 17:33

Categoria: Receitas de Acompanhamentos

Oi Gente!
Graças à Deus a semana de enjoos durou pouco. Tomará que não volte. Começou terça-feira passada e durou até sábado. Domingo eu já levantei outra pessoa, mas também, eu rezei tanto pra melhor, que acho que deu certo. Ontem, domingão de copa, assistimos o jogo em casa e recebemos alguns amigos, então, eu tinha que melhorar, porque precisa ir pra cozinha. Mas deu tudo certo. O cardápio foi sugestão do Alceu, claro, ele sempre me ajuda na hora de escolher o que fazer e foi a primeira vez que fiz um feijão tropeiro e até que ficou bom. Não sei se segui a receita certinha, mas fui pela intuição. Pra acompanhar, fiz a famosa farofa de maracujá, que é sucesso absoluto e arroz carreteiro com jiló, que ficou um desbunde. Olha aí então, a receita do meu primeiro feijão tropeiro.

Ingredientes
- 1/2kg de feijão jalo
- 2 mãozadas genorosas de couve picadinha
- farinha de mandioca com bijú
- 1 cebola grande picadinha
- azeite de oliva extra virgem
- 2 calabresas fatiadas finamente
- alho em lascas
- folhas de louro
- sal marinho

Preparo
Cozinhe o feijão na pressão com folhas de louro. Não deixe cozinhar muito, porque senão, você não consegue o ponto do tropeiro e sim de tutu. Escorra a água do feijão e reverse.  Numa frigideira funda e grande forre o fundo com azeite e adicione a cebola. Deixe dourar. Jogue o feijão (sem caldo) e mexa deixando refogar bem. Acrescente as calabresas fatiadas já fritas e sem óleo. Mexa bem. Adicione a farinha de madioca. Não sei te falar o quanto, mas você vai perceber quanto, tenho certeza. Acerte o sal e acrescente a couve. Pronto. Se você quiser, pode jogar ovos cozidos e fatiados por cima. Eu não tinha, por isso não coloquei. Resultado do meu feijão tropeiro: não sobrou!


O arroz com carne é simples, já fiz aqui pra vocês lembram, a diferença é que acrescentei o jiló fatiado em gomos, na hora do cozimento. Pra quem não gosta de jiló, não tem efeito algum, não pega o gosto no arroz, mas pra quem gosta, o jiló fica maravilhoso. Como fiz a farofa de maracujá, usei bacon e não joguei a gordura fora, depois aproveitei ela pra refogar o arroz. Um veneno (eu sei), mas de vez enquando, não faz mal né… rsrsrsrs…

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My Dinner in the Sky – o grande dia

Por: Dani Oliveira

segunda-feira 03 maio 2010 às 10:10

Categoria: Reviews

Não foi uma tarefa fácil, escolher o cardápio das alturas, para o jantar do Cozinha Travessa. As horas matutando (coisa bem mineira) foram muitas e quase que infinitas. A emoção, o nervosismo e a alegria de ter sido escolhida pela Brastemp, para esta ação inacreditável, se misturavam dentro do meu coração e ao mesmo tempo, explodiam nas minhas memórias, lembrando de tudo que passei naquele dia, naquela plataforma, nas alturas, nas nuvens… Não foi à toa esta escolha, por isto, quero agradecer todos vocês, leitores deste blog, a minha família (meus pais e irmãos) que me apoiam muito e principalmente ao meu marido, que me incentiva e me encoraja a fazer sempre o melhor. Obrigada à todos vocês! O post hoje vai ser longo, o que não é comum aqui no blog, mas peço um pouquinho de paciência, porque acredito que vai valer a pena!

Foi difícil também escolher os meus convidados, porque todos queriam ser convidados… rsrsrsrsrs… mas tive que fechar os olhos e mandar ver. Vocês podem acompanhar um pouco desta história neste post.

Como uma boa mineira que sou, tenho muito apego com a minha terrinha, a minha querida Uberlândia. Não nego o meu “r” arrastado, nem o bom e tradicional “uai”. Eu tinha que pensar num menu, a altura do nosso cerrado brasileiro. Não podia decepcionar os meus conterrâneos. Foi difícil, muito difícil. Vivi cada instante que antecedia o jantar. Eu já sou assim por natureza, vivo intensamente os preparativos, pois são os momentos que mais marcam a minha alma. Eu tinha que valorizar cada detalhe e tentar expressar nos pratos, todo esse aconchego das Minas Gerais. Aqui, nas alturas mineiras, não vemos o mar, não vemos as araucárias, não vemos o frenesi paulista, mas vemos lindos campos, infinitas plantações de café, a beleza das grandiosas fazendas, as florestas de eucalipto, os ipês amarelos no meio do cerrado, as cachoeiras, enfim, as terrinhas do Triângulo Mineiro encantam muitos olhares.

Eu gosto muito de decoração, então, montar um ambiente aconchegante para os meus convidados, foi muito prazeroso e divertido. Como gosto disto, usei e abusei das minhas louças, talheres, velas, luminárias e castiçais. Nomes na mesa e cardápio impresso fizeram parte do contexto. Estava com medo da chuva na última sexta-feira (30), mas Deus me deu nessa noite, um céu estrelado e cheio de magia com a luz da lua-cheia. Montei um ambiente externo a minha sala de jantar (que tem um jardim de inverno) com taças de champagne, uma Moet & Chandon no balde de gelo e os charutos do meu marido. As velas das minhas luminárias externas, ajudaram a dar o toque final na iluminação e deixar o ambiente preparado para entrada. Meus convidados estavam felizes e isso foi um bom sinal, porque confortou o meu coração.


A região de Uberlândia é cercada de inúmeras represas e a atividade da pscicultura está em alta. Pensei num prato que valorizasse esta idéia, por isso escolhi um ceviche de peixe de rio e o peixe que mais simboliza esta prática por aqui, é a tilápia. Pra dar um toque mineirinho e gostosinho, a erva-doce. Degustando a entrada e preparando o paladar para o próximo prato, uma granita de caipirinha, com a inconfundível cachaça mineira.

CEVICHE MINEIRO COM ERVA-DOCE


O prato principal tinha que ser uma estrela, uma gostosura de arrancar suspiros, aliás, a esta altura da noite e com o papo animado, a fome já estava apertando. O carneiro vem sendo uma carne muito consumida aqui na região e muitas fazendas estão aderindo à prática e se tornando fornecedoras aqui na cidade. Um carré de cordeiro seria interessante, ainda mais incrementado com uma crosta de farofa de maracujá. Para acompanhar, tive que pensar num arroz, mas não podia fazer um arroz comum, então, uma repaginação do arroz de carreteiro seria perfeito. Apesar de um prato tipicamente gaúcho, é um prato muito consumido por aqui, pois o próprio nome já diz tudo – carreteiro. Pra quem não sabe, esta região possui um dos maiores centros atacadistas da América Latina e ele fica aqui, em Uberlândia. E para o negócio ficar ainda mais chique, substitui o arroz comum por um arroz de risoto.

CARRÉ DE CORDEIRO EM CROSTA DE MARACUJÁ, ACOMPANHADO DE ARROZ CREMOSO DE CARRETEIRO E CROCANTE DE CASTANHAS


Deliciosos vinhos tintos grand reserva, acompanharam com requinte essa parte do jantar e o tilintar das taças de cristal, eram música para os meus ouvidos.

Pronto, chegou a hora que eu mais tinha medo – a hora da sobremesa. Meus leitores mais assíduos, sabem que não sou muito boa com doces, então, o que fazer… mas até que essa parte não foi tão difícil como eu imaginava. Quem não vem aqui em Minas e não quer provar o incomparável queijo mineiro?! E os doces então?! Mais precisamente a goiabada cascão?! Então, nada mais óbvio do que uma sobremesa tipicamente mineira uai… o que vocês me dizem do Romeu e Julieta?! Um gift cuidadosamente preparado com queijo 1/2 cura, recheado com geléia de goiabada cascão, fundida com maçarico e finalizada com sorvete de goiaba. Deu água na boca, então olha aí as fotos.

ROMEU E JULIETA FUSION

Quer coisa mais aconchegante do que finalizar a noite com um cafezinho bem quentinho?!
Pra arrematar tudo e marcar a memória dos meus convidados pra sempre, um capuccino congelado na espuma de leite. É uma finalização que sempre fez sucesso aqui em casa e não podia ficar de fora desta noite tão especial.

CAPUCCINO CONGELADO NA ESPUMA DE LEITE


Gente, a noite foi inesquecível, pra mim e para os meus convidados, pois estávamos todos emocionados e muito felizes, pela oportunidade de participar de um momento único. Quero agradecer ao Chef  Marco Soares, que me auxiliou na escolha do cardápio, me dando conselhos, compartilhando comigo ensinamentos culinários importantes e me tranquilizando dizendo que eu seria capaz e que o jantar seria um sucesso – Marco, você foi muito importante neste momento especial. Quero agradecer também, de verdade, ao Marcel, lá do Sabor Sonoro (que esta semana faz 2 aninhos de vida). Meu amigo dos tempos da faculdade e meu irmão, que me ajudou “muuuito” na produção das fotos. Marcel, você sabe como eu gosto de você, freguês?! Não posso deixar de agradecer também, a Carol (fiel escudeira, esposa do Marcel e mãezona do Luca), linda e sempre pronta com o seu sorriso e a sua serenidade. O Luca também marcou presença na casa dos tios travessos. E também, tenho que agradecer a um casal inusitado e cheio de entusiasmo, que sempre se encantam com os meus pratos (aliás, a cozinha da casa deles, eu posso dizer que é minha), também foram presenças especiais. O Flávio, a e a Manu (toda serelepe bisbilhotando lá na cozinha). Vocês todos me apoiaram, tiveram paciência para as fotos e fizeram minha noite ser mágica. E mais uma vez, tenho que agradecer ao meu maridão né… o que mais posso dizer dele… rsrsrsrsrs…

Bom, é isso meus queridos e queridas!
Agora, cruzem os dedos, torçam por mim e vamos esperar o resultado dos chefs do evento, que irão avaliar minuciosamente, todos os cardápios preparados por estes competentes blogueiros e gourmets. Desejo BOA SORTE à todos vocês:
Aromas e Sabores
Café com Letras
Destemperados
Garfada
Prato Fundo
Quitandocas

Um beijo travesso e cheio de expectativas!

Dani =)

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Receita de carré de cordeiro na crosta de maracujá, acompanhado de arroz cremoso de carreteiro e crocante de castanhas

Por: Dani Oliveira

segunda-feira 03 maio 2010 às 10:03

Categoria: Receitas de Carnes e Aves, Receitas de Risotos


Esta receita fez parte do jantarMy Dinner in the Sky realizado no dia 30 de abril de 2010.
Esta receita foi o prato principal. Receita para 6 pessoas.

CARRÉ DE CORDEIRO
Ingredientes
- 8 pedaços de carré de cordeiro
- vinho branco
- sal grosso à gosto
- pimenta do rein
o
- alecrim fresco

Preparo
Disponha as peças lado à lado, numa assadeira. Tempere com sal grosso, pimenta do reino e ramos de alecrim fresco. Regue com vinho branco, tampe com papel alimínio e leve ao forno, pré-aquecido. Depois de pronto, incorpore a farofa no cordeiro, para criar uma sutil camada na carne, formando a crosta, cuja receit está abaixo.

FAROFA DE MARACUJÁ PARA A CROSTA
Ingredientes
- 300 gramas de farinha de mandioca com bijú
- 2 colheres generosas de manteiga de leite
- 1 cebola média
- sal à gosto
- polpa “com semente” de 2 maracujás frescos

Preparo
Numa frigideira funda, coloque a manteiga e a cebola picadinha. Deixe fritar. Acrescente a farinha e mexa bem. Acerte o sal pitadas de sal e mexa. Acrescente a polpa do maracujá e misture pra valer, até incorporar bem.

ARROZ CREMOSO DE CARRETEIRO
- risoto básico (1/4 de xícara de arro arbóreo para cada pessoa)
- 1 pedaço da palma da mão de carne seca
- 1 linguiça calabresa defumada pequena
- 1 pedaço pequeno de bacon

Preparo
Pique a calebresa em cubos, frite, escorra e reserve.
Pique o bacon em cubinho miúdos, frite, escorra e reserve.
Dessalgue a carne seca um dia antes do preparo. Na panela de pressão, cubra a carne com água e leve ao fogo. Quando levantar pressão, retire, defie e frite um pouco (sem nada) numa frigideira. Reserve.
Faça o risoto básico conforme a receita abaixo*. Antes do término do risoto, acrecente a calabresa e a carne seca. Mexa bem. Acrescente mais caldo, mexa e finalize com a manteiga gelada para dar brilho. Sirva salpicando bacon por cima. Triture castanhas e decore o prato para servir.

* Risoto básico

Ingredientes (receita para 6 pessoas)
- 1/4 de xícara de chá de arroz arbóreo
- 1 cebola média corta bem miudinha
- 2 colheres de manteiga sem sal + 1 colher cheia “gelada” para finalizar
- 1 taça de vinho branco seco de boa qualidade
- 1 1/2 litros de caldo de carne

Preparo
Etapa 1
Aqueça o caldo e reserve. Em uma outra panela “grande” aqueça a manteiga. Adicione a cebola e refogue. A partir daí a receita pede a sua atenção total e você não deve se afastar da panela. Aumente o fogo e adicione o arroz, mexa bem e deixe fritar. Mexa ele constantemente de forma a não queimá-lo, ele não deve ficar dourado, apenas incorporar a manteiga. Depois de 2 ou 3 minutos diminua o fogo para médio e adicione o vinho branco e continue mexendo. Ele vai chiar e você deve misturar todos os ingredientes da panela, nesta etapa todo o álcool da bebida vai evaporar.

Etapa 2
Assim que o vinho for absorvido pelo arroz e secar, acrescente a primeira concha de caldo quente. Você agora não deve parar de mexer, não se esqueça de esfregar o fundo da panela deixando o fundo bem limpo para que o arroz não grude. Vá acrescentando mais conchas de caldo, a medida que a água for secando.Vá experimentando o arroz e observando a textura e continue mexendo.

Etapa 3
Quando você perceber que o arroz tá começando a ficar menos duro, acrescente os outros ingredientes: carne seca e calabresa. O ponto do arro, deve ser al dente. É quando você morde no grão e ele ainda está firme. Preste atenção também na quantidade de caldo, porque o risoto não é soltinho como o arroz, ele é papado mesmo, aliás, muito papado. Quando já estiver pronto, desligue o fogo e adicione a última colher de manteiga, que deverá deve estar bem gelada, no centro da panela. Misture delicadamente, sem encostar a colher na manteiga, ou seja, misture na lateral da panela, de forma que manteiga fique no meio e vá se desfazendo aos pontos. Isso ajudará o seu risoto a ficar com este brilho.

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